domingo, 14 de junho de 2015

Menos direitos, por favor


ESCRITO POR COLOMBO MENDES | 13 JUNHO 2015  - ARTIGOS - MOVIMENTO REVOLUCIONÁRIO

O rol dos supostos direitos prometidos é vasto, em quantidade e irresponsabilidade.
A verdade é que supostas reparações e correções artificiais de aparentes injustiças servem apenas a tensionar a população, a colocar-nos uns contra os outros, a dividir para conquistar, enfim.

Nas eleições passadas e nos discursos políticos de sempre, “direito” foi e é uma das palavras mais utilizadas por políticos em seus discursos. A estratégia é eficaz, pois nós, eleitores e cidadãos em geral, somos especialmente simpáticos à ideia de receber. Oferecer algo, contudo, é um pouco mais difícil – a não ser que usemos verbas públicas e façamos o “bem” com dinheiro alheio.
Nestes primeiros meses de novos mandatos, já vemos ações que visam à reeleição em 2018. Governantes e legisladores seguirão prometendo e, de fato, até distribuindo privilégios travestidos de direitos, por puro eleitoralismo, em um projeto egoísta de acúmulo de poder econômico. Todavia, há quem proceda de forma muito mais periculosa, dentro de um projeto de poder político mais amplo. Falo de quem promete e distribui benesses em nome de ideologias – e a humanidade sabe (sobretudo os milhões de russos, ucranianos, chineses, cubanos, alemães etc.) o potencial de devastação das abstrações ideológicas. 

Seguindo a máxima do “dividir para conquistar” (atribuída ora a Júlio César, ora a Napoleão), políticos populistas e demagogos prometem vantagens a determinados grupos (normalmente, organizados e queixosos) e deixam outros grupos insatisfeitos. Com a divisão consolidada e o caos instalado, apresentam-se, então, como arautos da sensatez, dispostos a mediar as tensões, oferecendo colheradas de bondade a gregos e a troianos.
O rol dos supostos direitos prometidos é vasto, em quantidade e irresponsabilidade, pois ignora-se que cada direito traz consigo uma proporcional carga de deveres e entra em conflito com outros direitos. Trabalhemos com um exemplo prático: se estudantes não pagarem passagens no transporte público, como defenderam alguns candidatos, o serviço acabará sendo pago pelos trabalhadores que utilizam os coletivos e pelos empresários que subsidiam vale-transporte a seus funcionários. Além disso, a concorrência fugirá do processo e a qualidade do serviço, então monopolizado pelo Estado, tenderá à queda. Ou seja, direitos para uns, deveres para outros, com a tensão social devidamente estabelecida, levando todos à solicitação da mediação estatal.
Outro exemplo: organizações não governamentais pressionam autoridades para que deem proteção especial a homossexuais. Não deixa de ser um pedido justo, mas esse zelo deve ser estendido a todos os outros brasileiros, vítimas de mais de 50 mil assassinatos e de milhões de assaltos, sequestros, estupros e outras violências por ano. Por fim, cito a questão das cotas raciais em vestibulares. Ora, privilegiar vestibulandos em função de sua cor de pele, pressupondo que estão menos capacitados para uma disputa meritocrática, é diferenciação racial; logo, é racismo. Aliás, é racismo de mão-dupla: contra o negro, por pressupor que ele precisa de uma vantagem competitiva; e contra o não negro, por prejudicá-lo na disputa. Novamente, são agraciados estes e depreciados aqueles – e quem possibilita essa tensão é quem detém o remédio.
Não, não tenho absolutamente nada contra os indivíduos que compõem as [supostas] minorias citadas ou tangenciadas nesses exemplos. O problema é tão somente o ativismo oportunista, que caça vantagens a determinados grupos em função de preferências que deveriam limitar-se à vida íntima das pessoas (no caso das “minorias sexuais” [sic], por exemplo) e de características físicas e naturais que não determinam nadaper se (como a cor da pele ou o sexo do indivíduo). Apenas para ilustrar o quão artificiais são essas tensões: a quem alega que cotas são uma política de reparação histórica inegociável, vale lembrar que eram negros os líderes de tribos africanas que capturavam seus conterrâneos e os vendiam aos europeus e que eram brancos os europeus escravizados – oito séculos antes da escravidão nas Américas – por hordas islâmicas, repletas de negros do Norte da África.
A verdade é que supostas reparações e correções artificiais de aparentes injustiças servem apenas a tensionar a população, a colocar-nos uns contra os outros, a dividir para conquistar, enfim. A atual sanha por privilégios só faz aumentar as tensões sociais, opondo-nos em raças, gêneros, classes etc.; mas geram dividendos eleitorais, enriquecem e cobrem de poderes os pretensos benfeitores. São essas situações claros indícios de por que o Brasil atravessa tamanha crise ética e moral. Quando cada um coloca os direitos de sua preferência à frente do bem comum, o resultado é a guerra de todos contra todos.

Publicado na revista Voto.

http://colombomendes.blogspot.com.br/




segunda-feira, 4 de maio de 2015

O argumento esquerdista racista contra a redução da maioridade penal

homicidios-300x251No que tange ao debate sobre a redução ou não da maioridade penal, normalmente é possível respeitar vários argumentos de esquerda contrários a essa ideia, ainda que não se concorde com nenhum deles. Só tem um argumento que realmente é de uma falta de bom senso completo, onde acusam os defensores da redução da maioridade de racistas que querem prender jovens negros.
De acordo com a esquerda, a redução da maioridade penal é um plano maquiavélico de brancos para botar todos os jovens negros e pobres na cadeia, pois por algum motivo que me escapa, na mente desse pessoal os brancos brasileiros tem “negrofobia”.
Esse raciocínio, além da falha lógica de achar que no país mais miscigenado, plural e não racista do mundo, alguém minimamente razoável ainda se importa com cor da pele de outra pessoa, também traz no seu bojo um verdadeiro pensamento racista nível Hitler: a de que a redução da maioridade penal só atingirá jovens negros, e que, portanto, para a esquerda somente negros são criminosos no Brasil.
De plano essa ideia nojenta poderia ser descartada, pois a cor da pele nunca pode ser um indicativo de que alguém será ou não um criminoso. Vícios e virtudes são inerentes a seres humanos, independentemente da cor da pele, e pressupor que somente negros serão atingidos pelo redução da maioridade penal é defender que negros são pré-dispostos ao crime. Em suma, é uma cretinice.
Se a lógica não é suficiente, vamos aos dados. De acordo com o Ministério da Justiça, 53% dos presos no Brasil são negros, sendo um número muito próximo da população proporcional de negros no Brasil, que de acordo com o IBGE é de 50,7%. Pelos dados do governo petista, a etnia da população carcerária reflete proporcionalmente a etnia da população não carcerária. Logo, a redução da maioridade penal atinge a população proporcionalmente à sua etnia, talvez com algum desvio em virtude das condições sócio-econômicas e comportamentais individuais das pessoas, mas não por padrões étnicos/raciais.
Agora eu faço questão de inverter a lógica desse padrão de discurso. Como diria Gabriel o Pensador: “Muitos negros roubam, mas muitos são roubados”. De acordo com o IPEA, negros são 70% das vítimas de assassinato no Brasil, portanto, um recrudescimento da legislação penal a princípio causa efeito diverso do alegado por esquerdistas: a redução da maioridade penal protege mais negros do que brancos.
Vou melhorar ainda mais essa ideia: a redução da maioridade protege os negros de bem e desprotege os negros criminosos. O que mais se exige de uma legislação penal que não seja exatamente proteger mais as pessoas de bem e trazer alguma sensação de justiça para aqueles que foram ou tiveram seus entes queridos violentados, assassinados e roubados?
No fim, resta apenas a sensação que, para os esquerdistas, negros que não cometem crimes são apenas inconvenientes que devem ser sacrificados em prol da revolução, ou seja lá o que eles chamam essa tentativa de distorção ética que eles promovem no Brasil e no mundo.

Diretor do Instituto Liberal
Mestre em Teoria e Filosofia do Direito (UERJ), Mestrando em Economia (Universidad Francisco Marroquín) e Pós-Graduado em Economia (UERJ). Professor de Economia Política das Faculdades de Direito da UERJ e da UFRJ. Advogado e Diretor-Executivo do Instituto Liberal.
http://www.institutoliberal.org.br/blog/o-argumento-esquerdista-racista-contra-a-reducao-da-maioridade-penal/
Fonte: http://www.institutoliberal.org.br/blog/o-argumento-esquerdista-racista-contra-a-reducao-da-maioridade-penal/

sexta-feira, 1 de maio de 2015

(Vídeo 6:36) - O que é o "Estado Democrático de Direito"?

O que é "Estado Democrático de Direito"? 
Se o Estado é "Democrático, não precisa de Direito", porque, o "Direito é 'sine qua non' ao Democrático! 
Se o Estado é de "Direito, não precisa ser Democrático", porque, o "Democrático é 'sine qua non' ao Direito!

Portanto, o "Estado Democrático de Direito" é uma invencionice do Socialismo Fabiano.




sexta-feira, 20 de março de 2015

terça-feira, 27 de janeiro de 2015

"MP-DF - Ministério Público do Distrito Federal" se comporta de forma vergonha e fútil. A pedido de Jean Wyllys, "MP - Ministério Público do Distrito Federal" interrompe curso para pastores sobre temática gay

A pedido de Jean Wyllys, MP interrompe curso para pastores sobre temática gay

O caso seria investigado pelo MP-DF, que decidiu pelo seu arquivamento.
por Thiago Cortês

Por solicitação do deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ), um curso de orientação sobre homossexualismo ministrado pelo ex-homossexual Claudemiro Ferreira – e voltado para pastores – foi interrompido pelo Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF).
Apesar de voltado para lideranças evangélicas, o evento que aconteceria entre os dias 19 e 23 do presente mês foi interrompido por um oficial de Justiça. A programação foi denunciada porque supostamente tratou da homossexualidade “como doença”. O caso seria investigado pelo MP-DF, que decidiu pelo seu arquivamento (veja abaixo).
Mas o foco do evento traz uma perspectiva bastante distante de qualquer vestígio de homofobia. O cartaz do evento dizia somente: “Homossexualismo: ajudando, biblicamente, a prevenir e tratar aqueles que desejam voltar ao padrão de Deus para sua sexualidade”.
Mesmo assim, com base na denúncia de Jean Wyllys, o Ministério Público do Distrito Federal intimou os palestrantes Airton Williams e Claudemiro Soares durante evento em Brasília. Contra eles, foi feita por Wyllys uma acusação sobre “charlatanismo”.
Com a divulgação do caso, lideranças evangélicas passaram a questionar se agora é crime no Brasil ensinar que o homossexualismo é pecado. Outras questionam se Jean Wyllys acionaria o MP se o curso fosse ministrado por um clérigo muçulmano em uma mesquita.
“Qualquer um pode defender o aborto e o uso de drogas, que são crimes, abertamente. O Ministério Público não diz nada. Mas falar em lugar privado sobre terapia para gay é proibido e o lugar invadido pelo MP-DF. É revoltante”, afirmou o pastor Silas Malafaia.
Por sua vez, o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) questionou o “oportunismo” de Jean Wyllys, lembrando a origem do deputado do PSOL, que se deu em um reality-show.
“Não me assusta que o pacóvio deputado ex-BBB ter assumido a autoria da denúncia visando a prisão dos palestrantes. É um cristofóbico assumido. Se os cristãos ficarem calados, amedrontados, preparem-se para verem pastores e padres serem presos, retaliações piores que está virão”, declarou Feliciano.
A advogada e pastora Damares Alves destacou a força do lobby LGBT. “Pasmem, senhores, o Ministério Público foi no local e interrompeu o curso. Olhem o tamanho do poder do deputado Jean Wyllys. Conseguiu interromper um curso fechado para líderes evangélicos. Isso é só o começo. Temos que dar uma resposta à altura a esse episódio”, ressaltou.
(...)

http://noticias.gospelprime.com.br/pedido-wyllys-mp-interrompe-curso-pastores/

sábado, 17 de janeiro de 2015

quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

Estado ‘laico’: quem paga por essa propaganda?

6 de janeiro de 2015

Estado ‘laico’: quem paga por essa propaganda?


Estado ‘laico’: quem paga por essa propaganda?

Julio Severo
Se você pensou que um Estado ‘laico’ é um Estado em que uma igreja não possa impor suas doutrinas no governo, seu pensamento é diferente do que pensam as elites socialistas.
Essas elites enxergam doutrinas com outros olhos.
De acordo com essas elites, valores morais — como honestidade, proteção sexual das crianças, etc. — equivalem a doutrinas e pertencem exclusivamente às igrejas. Mas ao desprezarem valores morais como se fossem meras doutrinas de igrejas, elas ignoram que antes de igreja ou Estado, já havia famílias com seus valores e, especialmente, proteção às suas crianças.
Quando havia Abraão, Isaque e Jacó milhares de anos atrás, não existia nenhuma igreja cristã ou sinagoga. Mas havia templos pagãos com seus sacerdotes homossexuais e sacrifícios de bebês. A homossexualidade era então sagrada e fazia parte do sacerdócio pagão.
O suposto Estado ‘laico’ moderno, que é muito mais socialista do que qualquer outra coisa, não imita perfeitamente as religiões pagãs do passado ao sacralizar as práticas homossexuais e o aborto, que é o sacrifício de crianças em gestação?
Abraão, Isaque e Jacó, apenas com suas famílias e sem nenhuma igreja, lutavam contra essas práticas pagãs, que hoje são a própria essência do Estado ‘laico.’
Eles defendiam suas famílias, e o paganismo defendia a homossexualidade e o sacrifício de bebês.
Hoje, defendemos nossas famílias, e o Estado ‘laico’ defende a homossexualidade e o sacrifício de bebês. Afinal, quem é então que está se metendo em assuntos religiosos?
A luta entre suposto Estado ‘laico’ e igrejas é na verdade uma luta entre a imoralidade e a moralidade. Quem comprovou essa verdade foi o Governo do Distrito Federal, sob o PT, que deu a exorbitante quantia de 150 mil reais para a realização de um evento chamado “Por um Distrito Federal laico, sem homofobia e pela cidadania LGBT” nas cidades de Sobradinho e Paranoá em 2011.
Nesse contrato com o GDF (página 37, em documento neste link), Elos LGBT foi contratado por “Inexibilidade de Licitação” — em resumo, o governo do PT entendeu que somente esse grupo homossexual tinha a capacidade necessária para promover esse tipo de evento. 
A campanha “Por um Distrito Federal laico, sem homofobia e pela cidadania LGBT” mostra bem as intenções do discurso do Estado ‘laico’: O governo paga fartamente para grupos homossexuais, notórios por promoverem mensagens e práticas imorais, para confrontar e derrubar quaisquer valores morais da sociedade.
As igrejas cristãs não criaram os valores morais, que já existiam com as famílias e estavam escritos na consciência das pessoas. As igrejas têm apenas sido defensoras da moralidade que já existia.
O Estado, que deveria se colocar ao lado das famílias, prefere financiar a propaganda de grupos hostis às igrejas e famílias.
O Estado foi ideologicamente sequestrado por grupos socialistas e homossexuais e agora os vê como sua única família.
Portanto, na próxima vez que você vir uma campanha em defesa de um suposto Estado laico, pergunte: Quem está financiando essa propaganda? Quem está recebendo dinheiro para fazer essa propaganda? A quem interessa essa propaganda?
Quando grupos homossexuais são pagos pelo Estado para promover o Estado ‘laico,’ o gênio do mal já saiu da garrafa, deixando evidente que a luta entre suposto Estado ‘laico’ e igrejas é na verdade uma luta entre a imoralidade e a moralidade. É a luta entre os que defendem imorais grupos homossexuais e igrejas que defendem a família.
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