segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Lewandowski não está sozinho - Com preguiça de ler o processo inteiro do Mensalão e querendo protestar nas redes sociais? Consulte primeiro a Folha de S. Paulo e seus inacreditáveis colunistas chapa-branca







Lewandowski não está sozinho
Com preguiça de ler o processo inteiro do Mensalão e querendo protestar nas redes sociais? Consulte primeiro a Folha de S. Paulo e seus inacreditáveis colunistas chapa-branca



Acostumados a ler análises destruidoras como aquelas feitas por Reinaldo Azevedo a respeito do voto do Ministro do STF no julgamento do Mensalão, muitos leitores não imaginam que vem dos confins da grande imprensa uma defesa apaixonada do desempenho de Lewandowski.

O voto do ministro na acusação de lavagem de dinheiro, que também pesa contra o réu, vai além do ridículo no mérito e na argumentação. Pior de tudo: tenta jogar em costas alheias a responsabilidade da pizza que busca assar. Para quem não lembra: a mulher do deputado João Paulo sacou R$ 50 mil na boca do caixa, na agência do Banco Rural de Brasília, da conta da agência SMP&B. (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/como-lewandowski-ignorou-escandalosamente-os-fatos-no-caso-da-lavagem-de-dinheiro-ou-desconstruindo-um-absurdo/)
Esse é o tipo de coisa que se lê sobre o voto de Lewandowski no julgamento do Mensalão. Mas não se engane em imaginar que é consenso entre nossos jornalistas que o Ministro confunde alhos com bugalhos ao absolver João Paulo Cunha, o candidato petista na importante cidade paulista de Osasco. Veja o que escreve Marcelo Coelho, na Folha de S.Paulo (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/62810-pombos-e-urubus.shtml), a respeito do mesmo tema:
 
SÃO REPULSIVAS - não tenho outra palavra- algumas das reações que aparecem na internet contra o voto de Ricardo Lewandowski no julgamento do mensalão.
 
Será que é costume de Coelho reclamar sempre que alguém protesta nas redes sociais contra Israel, Bush ou José Serra?
 
Coelho não para por aí: ele conhece o currículo completinho de Lewandowski:
 
Assim como não faz sentido dizer que o "patriota" Barbosa está a serviço da "direita golpista", é muito primitivo dizer que Lewandowski absolveu João Paulo por ter sido secretário de uma prefeitura petista em 1984. Informação, aliás, errada. Ele foi secretário de uma administração do PMDB em São Bernardo.
 
Coelho exige ainda que todo mundo leia o processo completo do Mensalão antes de sair por aí reclamando das decisões da corte. Esperamos que ele faça isso agora sempre que comentar qualquer processo em qualquer corte brasileira ou internacional: sem ler o processo todo, nada de dar palpite:
Duvido que a maioria dos indignados com o voto de Lewandowski tenha se dado ao trabalho de seguir a longa exposição que ele fez no tribunal. Outros ministros poderão contestá-la já na segunda-feira. Mas o nível de detalhamento e fatualidade da questão ultrapassa, certamente, a disposição dos que se indignam com preguiça.
 
É isso aí: sem dar moleza para “preguiçosos”. O jornalista finaliza falando das agendas Pombo e lembrando que todos somos corruptos de um jeito ou de outro:
 
As agendas Pombo são forma de propaganda, tanto quanto um anúncio no rádio. Há quem diga, e não parece absurdo, que mesmo os planos de milhagem de uma companhia aérea são bônus de volume. Você ganha milhas quanto mais viaja - mesmo que tenha sido seu empregador quem pagou a passagem. Ficou com as milhas para você? Considere-se corrupto também.
 
Agendas Pombo? Do que ele está falando? Não importa: ele se “esquece” de comentar o principal. Talvez tenha ido ao banheiro no momento em que se falava disso na TV Justiça. Não tem problema, a gente muda de site e explica para ele (http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/como-lewandowski-ignorou-escandalosamente-os-fatos-no-caso-da-lavagem-de-dinheiro-ou-desconstruindo-um-absurdo/):
 
A mulher de João Paulo não retirou dinheiro em seu próprio nome, não. Oficialmente, era a SMP&B sacando dinheiro da SMP&B! Se Britto, Mendes e Grau tivessem essas informações à época, teriam rejeitado a denúncia nesse particular? Não posso falar por eles, mas duvido. Que grande iluminado este Lewandowski!!! Quando ele não tinha o ato concreto a indicar a lavagem, ele escolheu receber a denúncia; quando tinha, ele escolheu inocentar o réu. O que se terá operado entre 2007 e 2012?
 
Marcelo Coelho não está sozinho nessa árdua tarefa de defender Lewandowski da revolta dos preguiçosos da Internet: sempre há Jânio de Freitas por perto (http://www1.folha.uol.com.br/fsp/poder/62803-culpados-ou-nao.shtml):
 
O ministro Ricardo Lewandowski, revisor da acusação feita pelo relator e, por tabela, da acusação apresentada pelo procurador-geral, deu-se ao trabalho de verificar os pagamentos feitos pela SMPB, para as tais subcontratações referidas pela acusação. (...) Como admitir que um inquérito policial apresente dado inverídico, embora de fácil precisão, com gravíssimo comprometimento das pessoas investigadas? E como explicar que o Ministério Público, nas pessoas do procurador-geral e dos seus auxiliares, acuse e peça condenações sem antes submeter ao seu exame as afirmações policiais? E o que dizer da inclusão do dado inverídico, supõe-se que também por falta de exame, na acusação produzida pelo relator? Isso já no âmbito das atribuições do Supremo Tribunal Federal. Faltasse a verificação feita pelo revisor Lewandowski, o dado falso induziria a condenações - se do deputado João Paulo Cunha, de Marcos Valério ou de quem quer que fosse já é outro assunto. Importa é que, a ocorrer, seriam condenações injustas feitas pelo Supremo Tribunal Federal. Por desvio de veracidade. Uma das principais qualidades da democracia é o julgamento que tanto pode absolver como condenar, segundo os fatos conhecidos e a razão. É o que o nosso pedaço de democracia deve exigir do julgamento do mensalão.
 
Viu só? De agora em diante, sempre que bater aquela preguiça de ler o processo inteiro do Mensalão e antes de sair por aí destilando veneno nas redes sociais, consulte primeiro a tropa de choque da Folha de S.Paulo: não existe posição indefensável para esse pessoal.
 
 
 
Divulgação:
 

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