sexta-feira, 16 de março de 2012

A direita servil




by O. Braga


« Quem procura na liberdade outra coisa para além dela mesma, foi feito para servir. » — Alexis de Tocqueville



Os bárbaros já não estão às portas da cidade; já nos governam há algum tempo.


Por este caminho, virá brevemente o dia em que um cristão será equiparado pela política correcta a um membro do Ku Klux Klan.


Hoje, a lei subscrita pela direita servil transformou o casamento em uma espécie de amizade reconhecida pela polícia.


A liberdade é um fim em si mesma, e não um mero meio para si atingir outro fim que não seja a liberdade. O que se tem passado com a “direita” portuguesa — ou melhor, com a "não-esquerda" — desde o princípio da década de 90, é que a liberdade passou a ser um simples meio para fins que nada têm a ver com a liberdade propriamente dita.



Temos, pois, uma direita — a de Hayek e a de Francis Fukuyama — que foi feita para servir. E quem submete essa “direita” à servidão, é a esquerda — marxista ou neomarxista — que comanda o processo político em Portugal. Estes são factos objectivos e insofismáveis.


A direita servil que temos, começou por ceder às tentativas da esquerda em minar a família natural e tradicional. A esquerda sabe, pelo menos desde Engels, que a família natural — a par da religião transcendental [Engels, Karl Marx, Lukacs e Gramsci] — é a base fundamental de uma sociedade construída sobre a premissa da liberdade individual. Para isso, a esquerda legislou em matéria de casamento, começando por taxar as pessoas casadas e aliviar de impostos as pessoas que vivem em coabitação. Hoje, um casal devidamente casado paga mais impostos do que duas pessoas vivendo em regime de coabitação. E o que fez a direita servil? Assinou por baixo!


A seguir, a esquerda promulgou a lei do aborto "a pedido" da mulher e pago por todos os contribuintes — mesmo pago por mim que não concordo com o aborto. E a direita servil assinou por baixo!



Depois de ter diminuído o estatuto do casamento perante a lei, a esquerda partiu para a simplificação do divórcio através da lei do “divórcio na hora e unilateral” — de que as mulheres com filhos são as principais vítimas. O facilitismo do divórcio atirou centenas de milhares de portuguesas e os seus filhos para a pobreza, como é óbvio. E a direita servil assinou por baixo!



Finalmente, a esquerda pretendeu recentemente legalizar a adopção de crianças por pares de homossexuais, mas a proposta-de-lei foi provisoriamente negada pela direita servil exactamente porque --- para a direita servil --- a liberdade não é um fim em si mesma: a direita servil tem medo de perder a base sociológica de apoio, ou seja, tem medo de perder votos.



Para a direita servil, a liberdade só tem sentido se for um meio para obtenção de votos. Porém, é uma questão de tempo até que o “progresso da opinião pública”, defendido pela esquerda, [e através da indução massiva da paralaxe cognitiva através me®dia] faça com que a direita servil assine também por baixo a adopção de crianças por pares de gays.



Os bárbaros já não estão às portas da cidade; já nos governam há algum tempo. Por este caminho, virá brevemente o dia em que um cristão será equiparado pela política correcta a um membro do Ku Klux Klan. Hoje, a lei subscrita pela direita servil transformou o casamento em uma espécie de amizade reconhecida pela polícia. É uma questão de tempo para que tudo o que venha da esquerda seja subscrito pela direita servil.


O. Braga
Segunda-feira, 12 Março 2012 at 8:07 am
Tags: casamento, CDS, CDS/PP, família, família natural, partido social-democrata, Passos Coelho, Paulo Portas, Pedro Passos Coelho, PSD

Categorias: A vida custa, ética, cultura, Esta gente vota, Passos Coelho, Pernalonga, Política, politicamente correcto
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