sexta-feira, 14 de agosto de 2009

OS ACIMA DAS LEIS, DA CONSTITUIÇÃO E DA NAÇÃO

Por estes dias, recebemos a visita em nosso país de mais um dos "camaradas" do presidente Lula. Desta feita, o ex-presidente de Honduras, Manuel Zelaya Rosales. Que vem sendo tratado pelo presidente Lula e pela imprensa brasileira como um arauto defensor da democracia, vítima de um golpe de estado em seu país. Isto não nos surpreende, pois é típico da imprensa brasileira não expor os fatos, mas apenas o que lhe convém divulgar. Devido a isso, divulgo aqui um lado desta história que a imprensa brasileira não possui o interesse em divulgar.
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“QUEM? José Manuel Zelaya Rosales, ex-Presidente de Honduras, constitucional, legal e legitimamente afastado do Governo de Honduras. NÃO HOUVE GOLPE DE ESTADO!”

Prezados leitores, depois de um longo período envolvido em estudos de doutoramento e outros afazeres de ordem acadêmica, retornamos, agora em julho, à nossa coluna no Jornal Correio de Sergipe, todas as sextas-feiras. Nesta série inicial de retorno, tendo em vista a ebulição de notícias de corrupção em toda a América Latina – com influxos, inclusive, entre os EUA – vamos abordar alguns temas que, por certo, não tem sido tratado de maneira isenta e imparcial pela grande mídia do nosso país.

Neste primeiro texto, desta nova série – Os Acima das Leis, da Constituição e da Nação – gostaria de trazer à luz fatos que não podemos deixar passar sem a devida reflexão. Não bastasse o que temos vivido no nosso país neste governo de “petralhas”, onde o Chefe do Poder Executivo, Luis Inácio Lula da Silva, ridiculariza a ordem institucional e constitucional a todo instante e dissemina os mais tristes e desvirtuantes valores de corrupção moral e política – e vamos analisar algumas frases e ações desse presidente nos últimos meses – a grande mídia, no caso de Honduras, novamente, falta com a verdade e engabela a opinião pública.

No artigo de hoje, trago um depoimento analítico e muitíssimo desvelador da hondurenha Profª MSc. Margarita Montes (Catedrática en Unitec – SPS - de Introducción a las Relaciones Internacionales, Análisis de la Información Internacional y Política Exterior) que vive a situação e demonstra o que, efetiva e claramente, aconteceu em Honduras. Como se verá no texto dela, o que ocorreu nada mais foi do que a insurgência gloriosa de um povo que está amadurecendo democraticamente contra a ideologia ditatorial (chavista, moralesta, lulista e etc.) de tomada de poder que se estabeleceu na América Latina a partir da disseminação da ideologia, também ditatorial (mas camuflada de democracia), do Foro de São Paulo. Vejamos o que a professora nos relata, com nossos grifos em negrito:

“La remoción del Presidente José Manuel Zelaya Rosales por parte de las Fuerzas Armadas en la madrugada de ayer domingo 28 de junio, rompe paradigmas de la historia política contemporánea de América Latina. Por primera vez en la era de la post Guerra Fría (desde 1989 hasta la fecha), un ejército depone um Presidente constitucional y democráticamente electo, para restaurar el Estado de Derecho, y no para romper el Estado de Derecho en un país, como era característico de los militares en épocas anteriores.

Este caso no se puede catalogar como un “golpe de Estado”, ya que no cumple com dos rasgos fundamentales de dicho fenómeno político: toma del poder por parte del estamento militar y quebrantamiento del Estado de Derecho. La acción tomada por las Fuerzas Armadas de Honduras fue basada en una orden judicial y su propósito fue restablecer el Imperio de la Ley (rule of law), el cual estaba siendo violentado consistentemente por el propio Presidente del Poder Ejecutivo, al desconocer las disposiciones del Poder Judicial y del Poder Legislativo (checks and balances). Luego de la intervención de las Fuerzas Armadas, la Constitución Política sigue vigente ya que se respetó plenamente la sucesión de poder establecida por la Carta Magna, con lo cual se nombra um nuevo Presidente Constitucional.

Y es que desde el punto de vista de la politología, Honduras sentó ayer um precedente, el cual sin duda pasará a ser un caso de estudio de universidades, diplomáticos y políticos alrededor del mundo. Por primera vez en Latinoamérica, el pueblo se rebela, sin derramamiento de sangre y sin violencia, contra um Presidente Constitucional y democráticamente electo, por violar disposiciones legales y la institucionalidad vigente en el país.

Por eso es que la prensa internacional, los organismos internacionales y gobiernos alrededor del mundo, no han comprendido aún el contexto y la esencia de este caso, y están condenando lo que ha sucedido en Honduras, pues lo están analizando en base a conceptos propios del viejo paradigma de los golpes de Estado durante la época de la Guerra Fría. La comunidad internacional, pública y privada, aún no ha tenido el tiempo, ni los elementos, para percatarse que en Honduras ayer se rompió un modelo y que se trata de un caso completamente sui géneris.

La lección que dio Honduras al mundo ayer es clara: aunque un Presidente haya sido electo democrática y legítimamente, no tiene derecho a desobedecer la Constitución y las leyes de la República. Los pueblos ya no están dispuestos a tolerar ese tipo de abusos de poder de los Presidentes Constitucionales, que muchas veces se consideran intocables, por el mismo hecho de haber sido electos por el pueblo. El mensaje de Honduras es simple: el voto popular no incluye uma licencia para delinquir, y todo esfuerzo para gobernar por el bien común debe estar dentro del marco de la ley.

Probablemente, tampoco los hondureños se han dado cuenta de la magnitud de lo que hicieron ayer. Con el paso de los días, los meses y años irán asimilando y comprendiendo la dimensión del nuevo paradigma que han sentado, con um rotundo mensaje para propios y extraños sobre lo que le depara a los dictadores constitucionales y a sus aprendices tropicales. El que tenga oídos, que oiga.”

O texto da Profª Margarita Montes faz uma análise perfeita e muito clara do que aconteceu em Honduras. Infelizmente, a grande mídia deste país, como de resto aconteceu na maioria dos países da América Latina e dos EUA, mentiu ao nos informar que houve um golpe de estado em Honduras. Pior que a mídia, foi o posicionamento da OEA e da ONU. Tudo isso nos demonstra que estamos num mundo cada vez mais comprometido com a mentira.

Zelaya, de Honduras, Chávez, da Venezuela, Evo Morales, da Bolívia e Lula, do Brasil, são daqueles que se acham Acima das Leis, da Constituição e da Nação. Próxima semana, explicaremos os porquês desta assertiva.

Uziel Santana (Professor da UFS e Advogado)
http://www.uzielsantana.pro.br

Fonte:
http://vozdareforma.blogspot.com/2009/08/os-acima-das-leis-da-constituicao-e-da.html

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